Ativa Sport
/ Angelo Rudimar Bechi /

créditos: por Angelo Rudimar Bechi
Foto: Divulgação

No final de semana o Brasil e o Mundo, presenciou cenas abomináveis na partida válida pelo Campeonato Brasileiro entre Atlético Paranaense x Vasco jogo realizado em Joinville. Violência gratuita e sem medida de torcedores insanos, verdadeiros animais. Humanos  irracionais que foram protagonistas de uma página triste na história do Futebol Nacional. 

Pois vejam, esta violência ao qual me refiro esta aqui embaixo do nosso nariz. Sábado passado quem foi a Sede Belém em Herval d´Oeste, assistir ao jogo válido pela Seletiva de competição Amadora, entre as equipes do São Jorge x JAC, pode presenciar ao vivo atos de covardia contra o trio de Arbitragem.

Após o término da partida alguns torcedores que durante o jogo estavam bebendo, simplesmente invadiram o campo de jogo adentrando pelo portão que dá acesso ao campo e agrediram os oficiais de arbitragem covardemente com tapas, socos e ponta pé. Estas mesmas agressões continuaram quando o trio se desloca para apanhar seu veículo. Por sorte tais agressões não tiveram consequências mais sérias. 

Aos colegas árbitros que por necessidade se sujeitam a receber uns trocados para arbitrar nos finais de semana deixando em casa sua família e colocando em risco sua integridade física trabalhando sem nenhuma segurança, cabe uma pergunta: Será que realmente vale a pena o risco que corremos? Está mais do que na hora de exigirmos o mínimo de segurança para que possamos realizar nosso trabalho satisfatoriamente.

Um árbitro que trabalha sem segurança jamais conseguirá realizar seu trabalho com total isenção, ele é humano e não tenham dúvidas que se necessário ele passará por cima de seus princípios para preservar a sua vida.

As entidades promotoras tem sim responsabilidades sobre garantias de segurança nas praças esportivas e se não se preocupam com isso deveriam se preocupar. Será necessário vidas serem perdidas para que atitudes sejam tomadas?... Existe uma necessidade urgente de medidas para coibir a violência.

O torcedor na sua grande maioria esquece a razão e em se tratando de futebol é pura emoção e não mede a consequência dos seus atos. Cabe as entidades promotoras e dirigentes mudarem este cenário e colocar para seus comandados que acima da disputa deve haver respeito a vida e amor ao próximo.